Gonçalves H, da Costa JSD, Menezes A, Leal OF. Adesão à terapêutica da tuberculose em Pelotas, Rio Grande do Sul: na perspectiva do paciente. Cadernos de Saúde Pública (Rio de Janeiro, Brasil) 1999 outubro-dezembro; 15(4):777-787.

Objetivos: Analisar a adesão ao tratamento da tuberculose em um grupo de homens e mulheres doentes, e as conexões e conseqüências da enfermidade nos seus modos de vida e no resultado do tratamento.

Metodologia: Estudo etnográfico. Observação direta e entrevistas semi-estruturadas.

Resultados: O programa de tuberculose tem mais de 20 anos, sem dúvida, os resultados quanto ao controle não são satisfatórios, devido ao fato de estar centrado nos aspectos médicos e clínico, e não considera a vida real dos indivíduos doentes e os problema social da enfermidade. A única consideração neste sentido é que o programa é gratuito e o tratamento é ambulatorial.

Este estudo destaca que as características sociais, atribuídas aos gêneros, estão por trás de uma série de comportamentos que afetam, diretamente, a forma como os pacientes lidam com seu tratamento, com seu corpo, com o fato de estarem doentes e com o fato de que devem conviver socialmente. Outros fatores que incidem na adesão ao tratamento, relacionam-se com as características sócio-demográficas, fatores culturais, crenças populares, relação custo/benefício, aspectos físicos e químicos dos medicamentos, relação médico-paciente e grau de participação familiar no tratamento.

Conclusões: A compreensão dos fatores analisados neste estudo, é central para entender a complexidade que rodeia o problema da adesão ao tratamento, em vez de dar respostas simplistas para colocar a culpa no paciente.

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