Ibacache J, Neira J, Aliaga F, Neira Y, Ñanco M, Castro M, Migueles M. Análisis colectivo de historias clínicas en la comuna. [Análise coletiva das histórias clínicas na comunidade.] Salud y Cambio (Santiago, Chile) 1995; 6(20):16-22.

Objetivos: Apresentar a experiência desenvolvida no Chile, em uma comunidade indígena mapuche, na qual analisou-se coletivamente casos clínicos.

Metodologia: O método empregado é a criação de um grupo formado por profissionais de saúde, dirigentes e membros das comunidades indígenas, e agentes da medicina tradicional, coordenado por um facilitador cultural. O facilitador conhece os diferentes modelos médicos que colocam em contato, no espaço criado.

Resultados: A coexistência de modelos médicos, que concebem a vida, a doença e a morte de maneira diferente da população atendida, determina, no caso da enfermidade, um caminho terapêutico, que pode condicionar a consulta adequada, no sistema público de saúde. O itinerário está condicionado por fatores econômicos e pela organização da rede de serviços de atenção.

Em uma comunidade mapuche desenvolveu-se uma experiência de se analisar coletivamente histórias clínicas, em temas como hepatite, mal-formação congênitas, uso adequado de medicamentos, uso não adequado de álcool, acidentes, traumatismos e violências.

A experiência permitiu conhecer a satisfação dos usuários em relação ao sistema de saúde; aprender sobre os conhecimentos, atitudes e práticas, em relação aos temas específicos de saúde e avançar para a criação de um “conhecimento novo” adequado à realidade sócio-cultural, em foco.

Conclusões: A metodologia de análise coletiva de histórias clínicas entre profissionais do sistema de saúde e os membros das comunidades indígenas é uma poderosa ferramenta para entender, não as enfermidades, mas as necessidades dos enfermos e seu contexto social, cultural e econômico.

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